terça-feira, 15 de novembro de 2011

Exercícios de Esfera

1 Determine o volume e a área da superfície esférica de uma esfera de raio 10 cm.
Resolução:
π π
= ⇒ =
3
4. .10 4000 3 3
V cm V cm
3 3
= π ⇒ = π
2 2 2
A 4. .10 cm A 400 cm²



2 Calcule a área do círculo determinado por uma
secção esférica  feita a 5 cm do centro de uma esfera de raio 13cm.
Resolução:
13
r
5
Pelo Teorema de Pitágoras, temos:
= + ⇒ =
2 2 2
13 5 r r 12 .
Logo, a área da secção é dada por
= π =
2 2 2
A .12 cm 144cm²




3- Uma laranja tem a forma de uma esfera, cujo di-
âmetro mede 8cm. Então a área aproximada da
casca dessa laranja é:
a) 190cm
2
.
b) 200cm
2
.
c) 210cm
2
.
d) 220cm
2
.
e) 230cm
2

 Resposta : B

Gabrielly Carvalho Gabriella Alcantara & Dayane Lial Turma:1005


Exemplos de Esferas


Exemplo 1 
Uma esfera possui raio medindo 5 cm. Determine o volume dessa esfera. 



A esfera possui 523,33 cm³ de volume. 





Exemplo 2 
Duas esferas metálicas de raios r e 2r são fundidas e moldadas em forma de um cilindro de altura 3r. Qual é o raio R do cilindro?

Volume da esfera metálica de raio r


Volume da esfera metálica de raio 2r


Somar os volumes das esferas
 Volume do cilindro será igual ao volume das esferas.
Volume do cilindro = π * r² * h, onde altura igual a 3r. Vamos determinar o raio R do cilindro.

π * R² * 3r = 12 * π * r³
R² = 12 * r³ / 3r
R² = 4r²
R = 2r

Temos que o raio do cilindro é 2r. 




Exemplo 4 
Uma fábrica de bombons deseja produzir 20 000 unidades no formato de uma esfera de raio 1 cm. Determine o volume de cada bombom e a quantidade de chocolate necessária para produzir esse número de bombons.

Volume de cada bombom
A quantidade de chocolate necessária para a produção das 20 000 unidades é de:

4,18 * 20 000 = 83 600 cm³

Sabemos que 1cm³ = 1 ml, então 83 600 cm³ corresponde a 83 600 ml de chocolate ou 83,6 quilos.

A fábrica irá gastar 83,6 quilos de chocolate, e o volume de cada bombom será de 4,18 cm³.

Teoria de Esfera

onsideramos um ponto e um segmento de medida r. Chama-se esfera de centro O e raio r o conjunto dos pontos P do espaço , tais que a distância OP seja menor ou igual a r. 

A esfera é o sólido de revolução gerado pela rotação completa de um semicírculo em torno de um eixo que contém um diâmetro. 

Superfície esférica 
Superfície esférica de centro O e raio r é o conjunto dos pontos P do espaço que distam r do ponto o

A superfície gerada pela rotação de uma semicircunferência em torno de um eixo que contém o diâmetro é uma superfície esférica. 

Elementos da esfera 

Considerando a superfície de uma esfera de eixo e, temos: 

a) Pólos são as interseções da superfície com o eixo; 

b) Equador é a seção (circunferência) perpendicular ao eixo, pelo centro da superfície; 



c) Paralelo é qualquer seção (circunferência) perpendicular ao eixo; 

d) Meridiano é qualquer seção (circunferência) cujo plano passa pelo eixo.

Exercícios de Cones







Exemplos de Cones

I - Superfícies cônicas.
       Uma superfície cônica (cone generalizado) C é uma superfície gerada por uma reta que se move ao longo de uma curva alpha  e que passa por um ponto fixoV  fora da curva. A reta móvel é chamada de geratriz , a curva denominada de diretriz  e o ponto fixo de vértice  do cone. Portanto, um cone é a reunião de retas passando por pontos de uma curva alpha  e por um ponto fixo V fora da curva alpha O vértice separa cone em duas partes opostas pelo vértice, denominadas folhas e, usualmente, apresentamos apenas uma das folhas.Se a diretriz é um círculo, uma parábola, uma elipse ou uma hipérbole, então a superfície será, respectivamente, uma superfície cônica: circular, parabólica, elíptica ou hiperbólica.
Exemplo: Cone sobre um círculo
O cone circular reto de equação cartesiana x^2+y^2 = z^2  tem vértice na origem O(0,0,0) e, o círculo de equações reduzidas x^2+y^2 = 1  , z = 1  é uma de suas diretrizes.
[Maple Plot]
Exemplo 1
Exemplo 2

II - Equação cartesiana de um cone .
          A maneira de encontrar a equação cartesiana de um cone generalizado é parecida com a que foi usada no caso do cilindro. Elas dependem da maneira como a geratriz é fornecida (equação simétrica ou vetorial) e, também, da maneira como a diretriz é dada (por suas equações reduzidas ou uma parametrização).
A)   Diretriz d descrita por suas equações reduzidas.
        Seja V = (x[0], y[0], z[0])  o vértice do cone e consideremos  o caso em que a diretriz é dada por suas equações reduzidas, ou seja, como a interseção de duas superfícies S[1]  e . S[2]  
Toda geratriz do cone  (reta) é dada na forma simétrica
(I)                     g : (x-x[0])/(X-x[0])  = (y-y[0])/(Y-y[0])  = (z-z[0])/(Z-z[0]) ,
em que Q(X,Y,Z)  é um ponto da diretriz, ou seja, suas coordenadas X, Y e satisafazem as equações
(II)                        S[1] F[1](x,y,z) = 0 ,
(III)                       S[2]  : F[2](x,y,z) = 0 ,
A geratriz também pode ser dada na forma vetorial
(IV)                        g:  ( x, y, z ) = Q+t*W = (X+at,Y+bt,Z+ct) .
em que W = (X-x[0], Y-y[0], Z-z[0]) .
[Maple Plot]
Um ponto P(x,y,z)  é um ponto do cone se, e somente se, P  é um ponto de alguma geratriz do cilindro. Ou seja, se e somente se suas coordenadas satisfazem simultaneamente as equações em (I), com as coordenadas de Q satisfazendo as equações (II) e (III). Isolando os valores de X, Y, e Z em três dessas equações e substituindo na quarta equação obtemos uma igualdade, envolvendo as variáveis espaciais x, y, z, que define a equação cartesiana do cone de diretriz d e vértice V . Uma outra maneira de proceder é usar as equações paramétricas abaixo, dadas pela igualdade (IV),
                           x = x[0]+t*(X-x[0])
                           y = y[0]+t*(Y-y[0])
                           z = z[0]+t*(Z-z[0])
isolar os valores de X, Y e Z substituindo-os nas igualdades (II) e (III). Eliminando (se possível) o parâmetro t nessas equações obtemos uma igualdade, envolvendo as variáveis espaciais x, y, z, que também define a equação cartesiana do cone de diretriz d e vértice V.
Exemplo 3
Exemplo 4
B)   A diretriz d descrita por sua parametrização.
         Sejam   alpha(u) = (x(u), y(u), z(u))  uma parametrização da diretriz e V = (x[0], y[0], z[0])  o vértice do cone. Neste caso, um ponto Q(X,Y,Z)  é um ponto da diretriz do cone se suas coordenadas X Y  e Z  são da forma:
(V)                       X = x(u) Y = y(u)  e Z = z(u) ,
para algum valor do parâmetro u.
E toda geratriz g do cone (reta) é dada na forma simétrica por
(VI)                      g: (x-x[0])/(x(u)-x[0])  = (y-y[0])/(y(u)-y[0])  = (z-z[0])/(z(u)-z[0]) ,
em que Q(X,Y,Z) = alpha(u)  é um ponto da diretriz e W = (x(u)-x[0], y(u)-y[0], z(u)-z[0])  é o vetor diretor da geratriz que passa por alpha(u) .
Um ponto P(x,y,z)  é um ponto do cone se, e somente se, P é um ponto de alguma geratriz do cone. Ou seja, se e somente se suas coordenadas satisfazem (VI) para algum valor do parâmetro u. Portanto, a substituição das igualdades   X = x(u) Y = y(u)  e Z = z(u)  em (IV) fornece três equações envolvendo u. Eliminado (se possível) o parâmetro u nestas equações, obtemos uma equação nas variáveis espaciais x, y e z chamada equação cartesiana do cone de diretriz d e vértice V .
Exemplo 5
Exemplo 6

III - Reconhecimento de um cone.
         Veremos a seguir uma técnica de identificar alguns tipos especiais de cone. Ela funciona para aqueles que, mediante uma escolha adequada de um sistema de eixos cartesianos, são dados por F(x,y,z) = 0 , onde F é uma função homogênea de grau dois. Ou seja, F é da forma
(VII)                       F(x,y,z) = a*x^2+b*y^2+c*z^2+d*x*y+e*x*z+f*y*z .
Primeiro, observamos que toda superfície S: F(x,y,z) = 0 , onde F é homogênea de grau dois, é um cone com vértice na origem. De fato, dado a equaçãoF(x,y,z) = 0 , temos que:
  • a origem pertence à superfície representativa de ( F(x,y,z) = 0 , pois F(0,0,0) = 0 ;
  • Para todo ponto Q(x[0],y[0],z[0])  de R^3 a reta passando pela origem e por Q tem equação r: (x,y,z) = (0,0,0) + t*(x[0], y[0], z[0]) . Logo, todo ponto dessa reta é da forma P(t*x[0],t*y[0],t*z[0]) . Assim, se Q(x[0],y[0],z[0])  é um ponto da superfície, então (F(t*x[0],t*y[0],t*z[0]) = t^2*F(x[0],y[0],z[0])) = 0.para todo t. Portanto, S: F(x,y,z) = 0  contém a reta passando por Q e pela origem.
Segue das informações acima que S é um cone com vértice na origem.
Quando uma superfície tem equação cartesiana da forma:
(VIII)              G(x,y,z) = a*x^2+b*y^2+c*z^2+d*x*y+e*x*z+f*y*z+g*x+h*y+i*z+j .=0,
podemos tentar realizar uma translação de eixos, mudando a origem para um ponto O(x[0],y[0],z[0]) , fazendo com que os termos de primeiro grau e o termo independente na equação (VIII) se anulem. A equação resultante nas novas variáveis X = x-x[0] Y = y-y[0] Z = z-z[0]  será evidentemente homogênea de grau dois e representará uma superfície cônica com vértice no ponto   O(x[0],y[0],z[0]) .
Observação: Se existir uma tal translação, as coordenadas do vértice O(x[0],y[0],z[0])  serão solução do seguinte sistema:
                         G[x](x,y,z) = 2*a*x+d*y+e*z+g  = 0,
                         G[y](x,y,z) = 2*b*y+d*x+f*z+h  = 0,
                         G[z](x,y,z) = 2*c*z+e*x+f*y+i  = 0.
E, além disso, devemos ter a condição de compatibilidade G(x[0],y[0],z[0]) = 0 .
Exemplo 7
Exemplo 8

IV - Equações paramétricas de um cone
          Consideremos uma curva diretriz parametrizada por alpha(u) = (alpha[1](u), alpha[2](u), alpha[3](u)) , u em J, e suponhamos que o vértice seja V = (x[0], y[0], z[0]) . Então cada reta r que compõe C tem equação
                       r : (x,y,z)=R(v)= V  + v*[alpha(u)-V] =(1- v )( x[0], y[0], z[0] )+v alpha(u)
Assim, C é parametrizada em função de dois parâmetros u e v por:
                        X(u,v) = (1- v )( x[0], y[0], z[0] )+v alpha(u)  em Jx R .
As três equações seguintes são chamadas equações paramétricas do cone C
                      x = x(u,v) = (1- v ) x[0]+v*alpha[1](u) ,
                      y = y(u,v) = (1- v ) x[0]+v*alpha[2](u) ,
                      z = z(u,v) =(1- v ) x[0]+v*alpha[3](u) .