terça-feira, 15 de novembro de 2011

Exemplos de Cilindro

Em um cilindro circular reto, a área lateral é dada por A(lateral)=2pi.r.h, onde r é o raio da base e h é a altura do cilindro. A área total corresponde à soma da área lateral com o dobro da área da base.
A(total) = A(lateral) + 2 A(base)
A(total) = 2 pi r h + 2 pi r²
A(total) = 2 pi r(h+r)

Exemplo: Um cilindro circular equilátero é aquele cuja altura é igual ao diâmetro da base, isto é h=2r. Neste caso, para calcular a área lateral, a área total e o volume, podemos usar as fórmulas, dadas por:
A(lateral) = 4 pi r²
A(base) = pi r²
A(total) = A(lateral) + 2 A(base) = 6 pi r²
Volume = A(base).h = pi r².2r = 2 pi r³
Exercício: Seja um cilindro circular reto de raio igual a 2cm e altura 3cm. Calcular a área lateral, área total e o seu volume.
A(base) = pi.r² = pi.2² = 4 pi cm²
A(lateral) = 2.pi.r.h = 2.pi.2.3 = 12 pi cm²
A(total) = A(lateral) + 2 A(base) = 12pi + 8pi = 20 pi cm²
Volume = A(base).h = pi.r²h = pi.4.3 = 12 pi cm³



Definição: Uma superfície cilíndrica (ou cilindro generalizado) C  é uma superfície gerada por uma reta l  que se move ao longo de uma curva alpha , chamadadiretriz  do cilindro, de tal modo que ela sempre permanece paralela a uma reta fixa r  que denominamos eixo  do cilindro. Portanto, um cilindro é a reunião de retas paralelas a uma reta fixa r , passando por pontos de uma curva alpha , cada uma dessas retas pode ser chamada de geratriz do cilindro . Em particular, toda superfície cuja equação é da forma F(x,y,z)=0 , com solução em R^3 , na qual aparecem apenas duas das variáveis espaciais x , y  e z  é um cilindro, cuja diretriz é uma curva no plano cartesiano determinado pelas duas variáveis que aparecem na equação e dada pela equação F(x,y,z)=0 . Suas geratrizes são paralelas ao eixo da variável que não aparece na equação.
Se a diretriz é um círculo, uma parábola, uma elipse ou uma hipérbole, então a superfície será, respectivamente, uma superfície cilíndrica circular, parabólica, elíptica ou hiperbólica.
Exemplo: Cilindro circular reto de eixo z C: x^2+y^2 = r^2
[Maple Plot]
[Maple Plot]
Veja nos links abaixo alguns exemplos com a animação de suas construções.
Exemplo: Cilindro sobre uma senóide.
Exemplo: Cilindro sobre uma elipse.

II - Equação cartesiana de um cilindro.
        Existem "diferentes maneiras" de encontrar a equação cartesiana de uma superfície cilíndrica. Elas dependem da maneira como a geratriz é fornecida (equação simétrica, vetorial ou paramétrica) e, também, da maneira como a diretriz é dada (por suas equações reduzidas ou uma parametrização).
A)   A diretriz d descrita como sendo a interseção de duas superfícies
       Consideremos  o caso em que a diretriz é dada por suas equações reduzidas, ou seja, como a interseção de duas superfícies S[1]  e . S[2]  
        Toda geratriz do cilindro (reta) é dada na forma simétrica
(I)                     g : (x-X)/a  = (y-Y)/b  = (z-Z)/c ,
em que Q(X,Y,Z)  é um ponto da diretriz, ou seja, suas coordenadas X, Y e satisafazem as equações
(II)                        S[1] F[1](x,y,z) = 0 ,
(III)                       S[2]  : F[2](x,y,z) = 0 ,
sendo W=(a,b,c)  a direção do eixo do cilindro. A geratriz também pode ser dada na forma vetorial
(IV)                        g:  ( x, y, z ) = Q+t*W = (X+at,Y+bt,Z+ct) .
[Maple Plot]
Um ponto P(x,y,z)  é um ponto do cilindro se, e somente se, P  é um ponto de alguma geratriz do cilindro. Ou seja, se e somente se suas coordenadas satisfazem simultaneamente as equações em (I), com as coordenadas de Q satisfazendo as equações (II) e (III). Logo, temos um sistema de 4 equações independentes. Isolando os valores X Y , e Z  em três dessas equações e substituindo na quarta equação obtemos uma igualdade, envolvendo as variáveis espaciaisx y z , chamada equação cartesiana do cilindro de diretriz d e geratriz  g.
        Uma outra maneira de proceder é substituir as coordenadas de Q , dadas pela igualdade (IV),
                        X = x-t*a
                        Y = y-t*b
                        Z = z-t*c  
  em (II) e (III). Eliminando (se possível) o parâmetro t  nessas equações obtemos uma igualdade, envolvendo as variáveis espaciais x, y, z, que também define a equação cartesiana do cilindro de diretriz d  e geratriz g .
Exemplo 1
Exemplo 2
B)   A diretriz d descrita por sua parametrização
        Seja   alpha(u) = (x(u), y(u), z(u))  uma parametrização da diretriz. Neste caso, um ponto Q(X,Y,Z)  é um ponto da diretriz se suas coordenadas X Y  e Z são da forma:
(V)                       X = x(u) Y = y(u)  e Z = z(u)
para algum valor do parâmetro u. E toda geratriz g do cilindro (reta) é da forma simétrica
(VI)                      g: (x-X)/a  = (y-Y)/b  = (z-Z)/c  
em que Q(X,Y,Z)  é um ponto da diretriz e W=(a,b,c)  é o vetor diretor do eixo do cilindro.
Um ponto P(x,y,z)  é um ponto do cilindro se, e somente se, P  é um ponto de alguma geratriz do cilindro. Portanto, a substituição das igualdades   X = x(u) Y = y(u)  e Z = z(u)  em (VI) fornecem três equações envolvendo u. Eliminado (se possível) o parâmetro u  nestas equações, obtemos uma equação nas variáveis espaciais x y  e z  chamada  equação cartesiana do cilindro de diretriz d e geratriz  g.
Exemplo 3
Exemplo 4

III - Reconhecimento de um cilindro.
        Se uma superfície   C: F(X,Y,Z)=0   é um cilindro  e se a interseção de um  plano   Pi : aX+bY+cZ+d=0 com o cilindro não for uma de suas geratrizes, então a curva interseção é uma diretriz d  para o cilindro . Em particular, uma das seções sobre os planos coordenados deve ser uma diretriz para o cilindro. Suponhamos que a seção sobre o plano xy  (plano de equação z=0 ) seja uma diretriz. Neste caso, as equações reduzidas da diretriz são d : F(X,Y,Z)=0, Z=0 , e o cilindro tem como vetor diretor das geratrizes um certo vetor W=(a,b,c) , em que c  é não-nulo. Assim, podemos supor, sem perda de generalidade, W=(a,b,1) . Logo, os pontos P(x,y,z)  do cilindro são tais que suas coordenadas satisfazem as equações da geratriz g:  ( x, y, z ) = Q+t*W = (X+at,Y+bt,Z+ct), logo, temos
                       X=x-at, Y=y-bt  e Z=z-ct,
em que X Y  e satisfazem as equações reduzidas da diretriz
                      F(X,Y,0)=0 e Z=0 .
Substituindo X, Y Z  nessas equação obtemos uma igualdade envolvendo as coordenadas espaciais x y  e z  de um ponto P(x,y,z)  de um cilindro que tem como diretriz a curva d  e como geratrizes retas paralelas ao vetor W . Ou seja, obtemos as equações da família de cilindros, dependente dos parâmetros a  e b  do vetorW , que têm como diretriz a curva d . Nosso cilindro é um elemento dessa família. Identificando os termos semelhantes dessa equação ("família de equações") com a equação inicial dada, esta representará um cilindro se for possível determinar valores compatíveis para os parâmetros a  e b .
Exemplo 5
Exemplo 6

        Consideremos uma curva diretriz parametrizada por alpha(u) = (alpha[1](u), alpha[2](u), alpha[3](u)) , u em J, e suponhamos que o vetor diretor da diretriz r é W=(a,b,c), então cada reta que compõe o cilindro C tem equação:
(V)                     g: (x,y,z)=r(v) = alpha(u)  + v.W.
Assim, C é parametrizado em função de dois parâmetros u e v por:
(VI)                      X(u,v) = alpha(u)  + v*W, (u,v) em Jx R .
As três equações x = x(u,v) = alpha[1](u)  + a.v, y = y(u,v) = alpha[2](u)  + b.v e z = z(u,v) = alpha[3](u)  + c.v são chamadas equações paramétricas do cilindro.

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